Prémio Cargaleiro

Fevereiro 2026 – Página criada para efeitos da candidatura ao prémio Cargaleiro.

Obra a concurso:
MOSAICO, Instalação multimédia interativa
autor: Rui Dias
web: ruidias.pt
email: ruidias74@gmail.com
tlm: 965425626

Nas secções abaixo encontram-se os elementos de candidatura:

  • Curriculum vitae artístico
  • Portfólio artístico digital
  • Memória descritiva da obra a concurso
  • Imagens/fotografias da obra
  • Condições de instalação da obra

Rui Dias · CV artístico

Rui Dias tem uma formação e atividade multifacetada entre a música e as artes digitais, entre a criação artística, a docência e a investigação.

Apresenta regularmente trabalho artístico como compositor, performer e como programador, tendo como áreas privilegiadas a música eletrónica e eletroacústica, a improvisação e a criação de sistemas multimédia interativos, com trabalho apresentado em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda, Itália, Brasil, EUA e Singapura.

É docente desde 2005 da Escola de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART – IPCB), onde coordena desde 2007 o curso de Música Eletrónica e Produção Musical, e desde 2022 o mestrado em Produção para Média Digitais. Orientou várias formações em áreas ligadas à música por computador e ao desenvolvimento de sistemas interativos.

É investigador integrado no TECHN&ART – Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes, do Instituto Politécnico de Tomar, desde 2023, e investigador principal do projeto TRADIGITAL. Entre 2010 e 2018 foi investigador no grupo Sound and Music Computing (SMC) do INESC-TEC Porto. É membro da comissão organizadora do EIMAD – Encontros de Investigador em Música, Artes e Design da ESART-IPCB, e editor de vários livros científicos pela editora SPRINGER.

É natural de Braga, onde estudou piano jazz e clássico, completando o curso complementar no Conservatório Calouste Gulbenkian. É licenciado em Composição pela ESMAE-IPP (Porto), onde estudou com os professores Virgílio Melo, Cândido Lima, Filipe Pires e Carlos Guedes. Em 2009 concluiu o Mestrado em Multimédia na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e em 2018 o doutoramento em Média Digitais UT Austin / Portugal com área de pesquisa em geração automática de música. 

Publicou em diversas conferências nacionais e internacionais como a SigGraph Asia 2012 (Singapura), CMMR 2012 (Londres) e 2017 (Matosinhos), SMC 2013 (Estocolmo), SMC/ICMC 2014 (Atenas). Fez parte da equipa de desenvolvimento da aplicação GimmeDaBlues, vencedora do 1º Prémio ZON Multimédia na categoria “Aplicações e Conteúdos Multimédia”. 

Entre os eventos e concertos onde participou encontra-se o Festival Música Viva (Lisboa), Festival “Synthèse” (Bourges, França), Dias de Música Electroacústica, Unicer Laboratório Criativo, Festival Tom de Vídeo (Tondela), Festival Future Places (Porto), Manobras no Porto, Guimarães 2012 capital europeia da cultura, North Door (Austin, Texas, EUA), Suoni Inauditi (Livorno, Itália), Sonoscopia (Porto), Janeiro dos Grandes Espetáculos (Recife, Brasil), Serralves em Festa (Porto), Noite Branca (Braga), CARA Ano Zero (Matosinhos); Festival Semibreve (Braga), Phonambient Braga (GNRation), Som Riscado (Loulé), entre outros.

É membro do Atelier de Composição desde 2001, da Sonoscopia Associação Cultural desde 2013 e da Terceira Pessoa Associação Cultural desde 2025.

É desde Janeiro 2026 diretor da associação cultural BIPOLAR, de Castelo Branco, e diretor artístico do MULTIVERSO – festival de música eletrónica e artes digitais, em Castelo Branco, Fundão e Covilhã.


Portfolio (seleção)

A seleção de projetos abaixo foca sobretudo as obras situadas nas artes digitais e sistemas interativos. Outros projetos podem ser consultados no site geral, em ruidas.pt.

Peças que Falam

Instalação audiovisual para óculos de Realidade Virtual
outubro 2025

“Peças que Falam” é uma instalação audiovisual baseada no livro “As Peças que Faltam”, (do original “Les Unités Perdues”), de Henri LeFebvre, composto por centenas de breves artigos sobre obras ou itens culturais que se perderam no tempo ou que nunca chegaram a existir.
Desenvolvido como um sistema generativo, a voz narrada é utilizada como matéria-prima para a criação de um ambiente sonoro dinâmico em constante mudança, através de técnicas de processamento de som em tempo real. A componente visual minimalista apresenta composições sempre diferentes, constituídas apenas pelo texto de cada “peça”, apresentado em várias camadas com diferentes processamentos e posicionamentos num espaço tridimensional.
Desenvolvida para óculos de realidade virtual, as componentes sonora e visual complementam-se na criação de uma experiência contemplativa e imersiva, que combina uma apresentação expositiva das peças de LeFebvre, com a vida orgânica de uma performance eletroacústica.

Apresentações: Fundão, Castelo Branco

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Ponto, Linha, Pedra

Vídeo
setembro 2023

Estudo audiovisual sobre forma, som e estrutura a partir de imagens e sons de diversos tipos de pedra.

Criado para a galeria virtual do projeto IN LOCO, da Terceira Pessoa, geo-localizado no adro da Sé de Braga.

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Pedra e Luz

Vídeo
julho 2023

Estudo audiovisual sobre cor, textura e som a partir de imagens e sons de pedra.

Criado para a galeria virtual do projeto IN LOCO, da Terceira Pessoa, geo-localizado no Barrocal, em Castelo Branco.

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QR Mirror

Instalação multimédia interativa.
outubro 2021

Criado para o projeto QR Code, da Terceira Pessoa.
Apresentações:
– galeria Rua das Gaivotas 6, Lisboa;

– Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco.

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QR Stitchers

Instalação para painel de LEDs.
outubro 2021

Criado para o projeto QR Code, da Terceira Pessoa.
Apresentações: Lisboa, Castelo Branco, Elvas, Covilhã, Faro.

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MicroSonic Spaces

Instalação multimédia interativa.
2016 – 2018

MicroSonic Spaces é um sistema musical generativo e interativo, baseado na ideia de um ecossistema virtual de agentes autónomos que geram som à medida que vivem, se movem e interagem com outros agentes e com os visitantes. Musicalmente, o formato da instalação interativa é explorado como um sistema meta-composicional dinâmico, combinando conceitos musicais convencionais e parâmetros de geração de som com a natureza não linear deste formato.


Apresentações:

  • 2018 Noite Branca. Museu dos Biscaínhos, Braga;
  • 2018 Festival Aveiro Síntese. Teatro Aveirense, Aveiro
  • 2016 Festival Castelo de Artes. Castelo Branco.

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Identidades

Instalação audiovisual interativa que tem por base uma coleção de  mais de 90 sons e fotografias recolhidas por todas as freguesias do concelho de Castelo Branco, que o utilizador pode percorrer de forma interativa num mapa virtual no espaço da instalação.

Festival “Castelo de Artes”
Malpica do Tejo, Castelo Branco.
Outubro de 2016

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“Urban Algae Folly Extended”

Instalação/escultura sonora que tem por base o projecto “Urban Algae Folly”, apresentando uma interpretação sonora dos dados resultantes da instalação em Braga.

Esta interpretação tem como ideia central a criação de relações conceptuais e estruturais entre as dimensões micro e macroscópicas deste sistema de micro-partículas. São utilizadas as medições obtidas pelo sistema, para a geração de estruturas e texturas sonoras dinâmicas, e é explorada a noção do som como uma entidade orgânica, com vida própria, que se transforma, desenvolve e reage aos elementos externos.

2016, GNRation, Braga

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Memória descritiva da obra a concurso

MOSAICO

Baseada no quadro “Paris – Cidade das Luzes” de Manuel Cargaleiro, MOSAICO é uma instalação multimédia interativa que propõe uma possível leitura da obra na perspetiva das artes digitais e sistemas digitais interativos. Partindo de uma análise de diversas propriedades que se podem encontrar no quadro do mestre Cargaleiro, foi desenvolvido um software original que gera uma recriação estilizada do quadro, implementando um sistema dinâmico que permite alterar dinamicamente as cores dos pequenos ladrilhos, de uma forma probabilística, respeitando e mantendo as posições e proporções de cor da obra original.

A imagem do espaço em frente à instalação é capturada por uma câmara de vídeo e analisada em tempo real para influenciar os gráficos aproximadamente em tamanho real gerados pela instalação. Esta configuração resulta numa integração entre os gráficos do quadro e os contornos refletidos dos visitantes, que, de certa forma, passam a fazer parte do quadro que estão a observar.

Apesar das óbvias semelhanças ao quadro original, a instalação não pretende ser uma recriação absoluta da obra, mas sim uma adaptação evocativa, inequívoca e assumida da mesma, centrando-se contudo numa abordagem sistémica a uma estética de interação, na qualidade da relação que cria com o público, ao convidar os observadores a uma participação ativa com a obra.


Imagens/fotografias da obra

frame do software da instalação MOSAICO.
Demonstração dos gráficos e interação com o software.

Testes de interação


Condições de instalação da obra

A instalação requer um ecrã ou projetor, com uma área de visita para público em frente ao ecrã.
Sendo uma obra interativa, deve haver espaço suficiente para que o público possa interagir com a instalação.

Equipamento:

  • Computador recente com características de média ou alta gama em processamento de gráficos;
  • Televisor ou projetor de vídeo com resolução mínima de 1920 x 1080 (Full HD);
  • No caso de ser projetor de vídeo, deve ter uma luminosidade adequada para as condições de luminosidade do espaço de exposição;
  • Câmara USB colocada muito próxima do ecrã, de frente para o público;
  • Colunas de som adequadas a uma sonorização discreta. O som deve ser ouvido mas não deve estar demasiado intenso;

A instalação pode ter diferentes configurações. A mais óbvia será com uma configuração semelhante à do próprio quadro original, com uma área de projeção, televisor ou led wall e zona para o público em frente à imagem.

Possível configuração da instalação com grande ecrã ou projeção.

Pode ainda ter outras configurações, com área de imagem de maiores ou mais pequenas dimensões, adaptando-se ao espaço e ao equipamento.

A instalação está em fase final de desenvolvimento, faltando apenas ajustes que estão dependentes do espaço de apresentação. Foi um projeto iniciado espontaneamente em 2019, após de uma primeira visita ao museu Cargaleiro, em Castelo Branco, e agora retomado para este concurso. Está também em curso a implementação de uma componente sonora, não prevista inicialmente.